Presidente de Gravadora Norte Americana Six Degrees no Brasil
Pat Berry, presidente e co-fundador da
Six Degrees Records, a gravadora norte americana que derrubou barreiras de mercado e quebrou recordes de vendas com as cantoras brasileiras
CéU e
Bebel Gilberto, chegou ao Brasil no último dia 11, para participar do
“Projeto Comprador”, patrocinado pela
Brasil Música & Artes (BM&A), e se reunir com os diretores da
Ginga P., seus distribuidores e parceiros no Brasil. Outro objetivo de Pat é conhecer novos talentos e entrar em contato com novos sons e novos trabalhos dos músicos brasileiros.
A viagem ao Brasil é o resultado de duas ações desenvolvidas pela
BM&A - Projeto Comprador e Projeto Imagem - que visam gerar negócios para produtos brasileiros, assim como a divulgação da música brasileira independente no exterior.
Pat está entre os 10 empresários, jornalistas e radialistas estrangeiros que participam de seminários e assistem shows de demonstração em quatro cidades de diferentes regiões do Brasil: São Paulo, Goiânia, Fortaleza e Salvador. A visita tem o objetivo de mostrar que o mercado independente conta com artistas de qualidade e profissionais com potencial para atuar no competitivo mercado internacional.
Esta será a terceira visita dos sócios da
Six Degrees ao Brasil nos últimos nove meses. A primeira foi a do co-fundador e presidente Bob Duskis, que, em dezembro, participou como jurado na escolha dos artistas que se apresentaria na
Feira Música Brasil, em Recife, em fevereiro. Pat e Bob retornaram ao Brasil durante a feira para participar de mesas redondas sobre negócios, patrocinados pelo SEBRAE.
A
Six Degrees Records é uma criação de Pat Berry e Bob Duskis, dois profissionais experientes egressos da gravadora Windham Hill, co-responsáveis pela fase mais fascinante desse selo, no início dos anos 90. Foi nessa época que a Windham Hill começou a abandonar a sua linha de música new age acústica para mergulhar na música eletrônica, na world music, na dance music, e na música clássica. Pat Berry e Bob Duskis descobriram que seus anos de parceria tinham criado uma sinergia única entre direção artística e marketing e a decisão de partir para uma empreitada própria que refletisse as suas visões comuns, em 1997, foi uma conseqüência natural.
Ao comemorar 10 anos de atividades, a
Six Degrees se estabeleceu como líder entre os selos independentes norte americanos lançando artistas brasileiros. Também alcançou uma posição de liderança no pop global, apresentando músicos inovadores e compilações que combinam world music, antigas tradições musicais, levadas dance modernas e lounge music eletrônica. Bob Duskis afirma que "gostamos de confundir ainda mais o conceito do que é e o que não é 'world music'." A
Six Degrees tem um compromisso com a diversidade de estilos musicais produzindo e lançando no mercado CDs que atraem cada vez mais um grande público ávido por novidades.
A conexão Brasil da
Six Degrees é marcada pelos seus inovadores e bem sucedidos lançamentos de artistas brasileiros no mercado norte-americano. O CD da cantora paulista
CéU já vendeu mais de 100.000 cópias na América do Norte, alcançando o primeiro lugar nas listas dos mais vendidos de world music e de novos artistas (
Heatseekers) da
Billboard. Na lista das 100 mais (
Billboard Hot 100),
CéU alcançou a 57ª posição. Ela foi a primeira cantora não americana a ser incluída na série
Starbucks Hear Music Debut.
A
Six Degrees é a parceira exclusiva da
Ziriguiboom/Crammed Disc na América do Norte. Essa parceria já resultou em lançamentos conjuntos de artistas como
Bebel Gilberto, cujo CD
"Tanto Tempo" ficou 75 semanas consecutivas entre os cinco CDs de world music mais vendidos da revista
Billboard (mais de 400 mil cópias vendidas só na América do Norte),
Bossacucanova e
Zuco 103. Em 2006, a
Six Degrees lançou o primeiro disco solo de
Lenine na América do Norte, trabalho altamente elogiado pela crítica, e estabeleceu uma parceria com a
Ginga P., um selo independente com sede em Salvador, para o lançamento de novos CDs e títulos de catálogo inéditos no Brasil.
A
Six Degrees também está na vanguarda da utilização das novas tecnologias digitais que revolucionaram o mercado fonográfico. A gravadora foi o único selo indie incluído no i-Tunes desde o seu lançamento, há alguns anos, e os artistas do seu catálogo freqüentemente atingem as primeiras posições nas listas dos mais vendidos da i-Tunes em termos de world music e música eletrônica. Praticamente todo CD do selo ganha uma série de remixes de DJs e produtores de destaque, que ficam disponíveis somente em formato digital.
Esse ano, inspirado pelas oportunidades criadas pela distribuição digital, surgiu a
Six Degrees Emerging Artists, uma nova série de lançamentos exclusivamente digitais dedicada a revelar novos valores. Essa série traz gente de talento, criadores de música inovadora que ultrapassa a barreira dos gêneros, exclusivamente em formato digital. Um dos últimos lançamentos dessa série foi a cantora brasileira
Da Cruz, cujo nome completo é Mariana Da Cruz, uma paulista de raízes baianas, atualmente baseada em Lisboa.
Da Cruz mistura música brasileira com música latina, música eletrônica, breakbeat e Global Pop.
"Com a nossa chegada aos dez anos como selo independente, reagir às mudanças do mercado se tornou mais importante do que nunca," afirma Bob Duskis. "Ao mesmo tempo que a gente vê a queda do varejo tradicional, estamos tendo um forte crescimento nos nossos negócios digitais. Esse modelo de negócio nos permite ser mais ousados no que se refere ao lançamento da nova música feita por artistas emergentes. Uma enorme quantidade de música inovadora está batendo às nossa portas e esse cenário nos permite pô-la ao alcance do público."
A reputação da
Six Degrees é mais que merecida. O respeito da gravadora pelos seus artistas fica evidente em cada etapa do processo. Está nas pequenas coisas, como o cuidado com que é criado e produzido o visual de cada um dos originais digipacks que embalam seus produtos. E também está na sua recusa em aceitar a música pasteurizada, de fácil rotulação. A
Six Degrees faz discos porque a própria música exige, e não em função das demandas do mercado. Entre os maiores sucessos da
Six Degrees estão a compilação
Asian Travels (mais de 60.000 cópias vendidas), a artista
Cheb i Sabbah (cujos discos
Shri Durga,
Krishna Lila e
La Kahena venderam mais de 100.000 cópias em todo o mundo), as bandas
Euphoria e
Niyaz (quase 50.000 cada) e o
Stay Human de
Michael Franti, que já vendeu quase 100.000 cópias desde o seu lançamento em 2001.
Entre os novos títulos da
Six Degrees em 2007 está
Backspin, o projeto comemorativo do décimo aniversário do selo.
Backspin inclui uma dúzia de artistas do eclético elenco global da
Six Degrees, cada um apresentando uma roupagem nova para a sua música favorita. Composições do
Led Zeppelin,
The Police,
The Cure e
Pink Floyd, entre outras, são reinventada por artistas do cast da
Six Degrees como
Karsh Kale,
MIDIval PunditZ,
Banco de Gaia,
Ojos de Brujo e muitos mais. Também esse ano, vieram
United We Swing (disponível no Brasil em edição limitada importada) da
Spanish Harlem Orchestra, grupo indicado ao Grammy cujo CD está entre os dez mais da parada de salsa da
Billboard desde maio;
Techari, do grupo
Ojos de Brujo, cuja fantástica fusão de flamenco, rumba e hip-hop os fez ser considerados uma das mais instigante novas bandas do mundo; e o mais recente lançamento da
Six Degrees,
Dub Qawwali do produtor/DJ europeu
Gaudi, um fantástico remix dos incomparáveis vocais do falecido vocalista paquistanês
Nusrat Fateh Ali Khan e sua instrumentação tradicional com uma vasta variedade de elementos de Reggae e Dub. Esses novos títulos serão lançados no Brasil pela
Ginga P. nos próximos três meses.
Brasil Música & Artes – Projeto Comprador/Projeto ImagemA BM&A (Brasil Música & Artes) é uma organização sem fins lucrativos fundada em julho de 2001 com o objetivo de organizar a divulgação da música brasileira no exterior, trabalhando com artistas, gravadoras, distribuidores, exportadores, sociedades arrecadadoras e entidades culturais. Sua missão é por em prática ações em benefício de todo o setor, incluindo a organização de seminários e workshops, a implementação de estudos do mercado internacional, a organização de feiras de negócios, e a implantação de ações promocionais (mídia, material de divulgação, shows, parcerias com instituições no exterior, etc.).
O Projeto Comprador e Imagem tem o apoio da APEX (a agência brasileira de promoção do comércio e do investimento), do SEBRAE de cada região e do SESC em São Paulo.
Os compradores internacionais com presença confirmada são:
- Pat Berry, da Six Degrees, presidente da gravadora americana que lançou nos Estados Unidos nomes como Bebel Gilberto, Suba e Lenine. No momento trabalha a música da cantora CéU, lançada nos EUA em parceria com a Starbucks.
- Jordy Trachtenberg, do distribuidor/agregador digital The Orchard, pioneiro e maior distribuidor de música digital no mundo. A empresa fornece mais de 10% do conteúdo na loja i-Tunes.
- Beverly Koeckeritz, da Music Licensing, Electronic Arts. É a maior produtora independente de videogames do mundo e faz jogos como o FIFA, NBA, James Bond e Harry Potter. Já lançou vários jogos com trilhas brasileiras de nomes como Marcelo D2 e Fernanda Porto. Estuda a possibilidade de escolher, na Feira da Música, faixas para incluir nos próximos videogames que serão lançados em abril de 2008.
- Tom Windish, da Windish Agency, agência de shows dos Estados Unidos que representa artistas como Cansei de Ser Sexy, Seu Jorge e Os Mutantes.
Entre os profissionais da imprensa confirmados:
- Angelo Romero, da World Music Central, uma central de informações sobre artistas de World Music, com notícias atualizadas, discografias, biografias e links. É atualmente o melhor site nos Estados Unidos sobre world music.
- Andrea Sbaragli, da KIZMAIAZ Publishing & Promotion (Itália).
- Marc Benaïche (França), diretor geral e fundador da Mondomix, primeiro site dedicado a world music, tendo recebido o Unesco Web Award como melhor site internacional de cultura.
- Jody Gillett faz divulgação e promoção na Europa. Trabalha com música há 15 anos, tendo começado em European promotion na gravadora Rykodisc. Depois tornou-se gerente do selo em Hannibal and RykoLatino, mudando para marketing internacional na Palm Pictures. Passou a cuidar do mercado europeu de promoções para a Trama e Ether Music. Já trabalhou com Nação Zumbi, Carlinhos Brown e Tom Zé, entre outros.