29.2.08

Nuevo Flamenco

O flamenco, ou como prefere o dicionário Aurélio, flamengo, é um gênero que materializa a alma cigana na Andaluzia. Mas nas últimas décadas há algo acontecendo com este estilo musical. É comum fundir-se a estrutura básica do flamenco com o rock e a música eletrônica, algo que se convencionou chamar de nuevo flamenco.

Entretanto, classificar Ojos de Brujo simplesmente como um grupo de nuevo flamenco é uma descrição inadequada por não abranger todas as suas riquezas. Embora Ojos de Brujo realmente use o flamenco (e, em menor grau, a rumba) como seu ponto de partida, desde o início a banda buscou explorar todas limitações e ignorar todos os refreamentos. Sua música é uma revelação em sons, batidas e sugestões melódicas não apenas da diáspora espanhola, mas de onde quer que se queira: hip-hop, rock, funk, dance music, reggae/dub e mais.


Ou seja, estes músicos de Barcelona sacudiram o flamenco, espanando suas obsessões por pedigree e pureza e empurraram-no para as modernas pistas de dança do mundo. Deu certo. No final de 2007, a turma abocanhou o Grammy Latino como “Best Flamenco Album".

O grupo foi formado em 1990 pelo guitarrista Ramón Giménez e pelo baixista Juanlu e evoluiu através de muitas jam sessions com artistas de diversos grupos proeminentes no cenário de Barcelona, como Macaco, Amparanoia e Los Flamencorros. Hoje, participam ainda do populoso conjunto, além do citados, Marina, Xavi, Panko, Sergio Ramos, Maxwell Wright, Malú, Antoni Restucci e Loli. Suas obras sempre demonstraram um crescente destemor ao romper com as normas do flamenco e, em suas letras, o respeito pelo Planeta Terra e a importância da sabedoria popular.

Além de compor trilhas sonoras para filmes espanhóis, italianos e mexicanos, o grupo produz um fanzine chamado “Rumba Contra el Mundo”. Lá está o ponto crucial da nova explosão da criatividade catalã. Grupos como Ojos de Brujo não fazem apenas ótima música, também geram diversos outros artefatos culturais, tudo pela vanguarda e pela diversão do faça você mesmo.

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19.12.07

Saudades de Patato

O lendário percussionista cubano Carlos "Patato" Valdez faleceu em 4 de dezembro, aos 81 anos.


Patato foi um mestre conguero que tocou com todos os gigantes na história da salsa e jazz, incluindo Machito, Cachao, Arsenio Rodriguez, Mario Bauza, Dizzy Gillespie, Herbie Mann, Art Blakey, Tito Puente e Quincy Jones.

O CD The Legend of Cuban Percussion, lançado no Brasil no ano passado, compila faixas dos dois volumes do projeto indicado ao Grammy, Ritmo y Candela, de 1995 e 1996, e tem participações especialíssimas de Changuito, Orestes Vilató, do saxofonista Enrique Fernandez, Joe Santiago, Rebeca Mauléon-Santana, dos africanos Samba Mapangala e Abdou M'boup, e ainda dos jovens astros do jazz cubano Omar Sosa, Yosvany Terry, Ivan "Melon" Gonsalez e do produtor Greg Landau.

Em 2005, Patato esteve no Brasil entre as principais atrações do Tim Festival, no Rio de Janeiro e dividiu a noite com Dona Ivone Lara. Em 2006, além de ótimas críticas em terras tupiniquins, The Legend of Cuban Percussion permaneceu por semanas na lista de CDs recomendados d'O Globo e do Correio da Bahia e foi incluído na lista dos melhores CDs Internacionais do ano do Jornal do Brasil.

"Patato foi um dos maiores músicos cubanos que mudou a forma como as pessoas tocam o instrumento hoje", diz o produtor Greg Landau. "Seu humor e sensibilidade melódica transpiravam de suas congas e imprimiam um sentimento único em tudo o que ele tocava. Ele ensinou a muitos de nós como usar a percussão na música moderna e forjou um novo caminho para os percussionistas. Vamos sentir saudades dele".

Vivendo em Nova York desde 1954, Patato era considerado por muitos como o maior conguero de todos os tempos. Seu estilo melódico único influenciou toda uma geração de percussionistas e suas contribuições iniciais com Totíco e Arsenio Rodriguez pavimentaram o caminho para uma geração de salseros de Nova York.

31.10.07

Salsa!

SALSA!


Um movimento ainda não detectado no mainstream está tomando forma. Grupos de pessoas têm se reunido para apreciar e dançar um ritmo que nunca foi muito popular por essas plagas: a salsa. Este gênero musical vem dividindo espaço com o samba e o choro no bairro boêmio da Lapa, no Rio de Janeiro, e conquistando adeptos entre seus freqüentadores que gostam de riscar a pista de dança.

A salsa ganhou fama em Cuba nos anos 50 e explodiu na década seguinte, quando chegou em Nova York e sofreu influências do jazz. É uma mistura de ritmos, danças e ritos de santeria, religião afro-caribenha. O nome desse ritmo caliente, em espanhol significa tempero e encanta os brasileiros por ser jovial, animado e envolvente. Também é uma dança sensual, com passos apimentados. Entretanto não se trata de um ritmo simples. A salsa é muito rica, com vários tipos de tambores e diversos instrumentos de percussão.

Além disso, o crescimento da popularidade da salsa é uma excelente notícia para quem anda tendo problemas com a balança. A salsa exige esforço físico dos dançarinos e é uma das atividades que mais favorecem o gasto calórico. Em uma hora de aula, é possível queimar mais de 500 calorias. E ainda melhora a capacidade vascular e dá sensação de prazer, devido à grande quantidade de serotonina produzida. Isso sem mencionar que para dançar ao som desse ritmo, é necessário desenvolver o equilíbrio corporal e a coordenação motora. Mas o mais importante é se libertar e se jogar, afinal, é dançando que se aprende.

Talvez a demora para finalmente aportar por aqui se deva ao desconhecimento em relação às culturas latino-americanas do brasileiro, que sempre se identificou mais com as culturas norte-americana e européia. Como há um movimento de renascimento da salsa na terra de Tio Sam e ela anda fazendo grande sucesso no Velho Continente, chega também por aqui.

Foi na região de El Barrio, também conhecida por Spanish Harlem, uma comunidade hispânica localizada no Eastside de Nova York, abaixo da rua 125 que nasceu a salsa dura. Não é necessariamente uma salsa rápida e sim uma música com peso, pegada e batida.Trata-se do som original da velha guarda de Nova York, criado pelos primeiros imigrantes a chegar por ali, com gêneros e ritmos trazidos de Cuba e outras ilhas do Caribe com ritmo, impulso e técnicas de improvisação assimiladas pelos imigrantes.

O bairro é uma incubadora urbana brutal descrita com precisão no livro de Piri Thomas, "Down These Mean Streets", onde em meio ao desespero social, nasceram para o mundo misturas musicais caribenhas absolutamente únicas. O cinema também romanceou o bairro em obras como "Westside Story", de Leonard Bernstein e "A Rose in Spanish Harlem", de Ben E. King.

As tradições afro-cubanas fizeram muito sucesso a partir dos anos 50 com as grandes orquestras de Machito, Tito Puente e Tito Rodriguez. Já nos anos 60 e 70 a salsa brilhou embalada por Puente, Celia Cruz, Ray Barreto, Eddie Palmieri, El Gran Combo, La Sonora Ponceña, Patato e outros. Depois disso, o estilo passou por um período de hibernação, e ressurge agora com uma turma interessada em seus passos de dança, seu ritmo contagiante, improvisação e musicalidade.



Um dos representantes da salsa dura hoje é o grupo Spanish Harlem Orchestra, cujo objetivo é manter vivas e mostrar às novas gerações as verdadeiras raízes musicais da cultura deste microcosmo da Nova York latina. Eles têm ajudado a divulgar o ritmo pelo mundo desde seu disco de estréia, em 2002, Un Gran Dia en el Barrio, indicado ao Grammy Latino e vencedor do Álbum de Salsa do Ano da Latin Billboard. Em 2004, finalmente levaram para casa o Grammy Latino de Melhor Álbum de Salsa, com Across 110th Street. Agora estão desfrutando as críticas favoráveis que têm recebido por seu terceiro disco, United We Swing, que chega ao Brasil em novembro.

24.10.07

Coquetel qawwali e dub

QAWWALI

Parece que o qawwali está definitivamente na ordem do dia. Na noite de abertura da WOMEX (World Music Expo), em Sevilha, na Espanha, hoje à noite, haverá um show de qawwali flamenco, e o novo álbum de Cheb i Sabbah, em fase de produção, também é uma homenagem a este gênero musical. Sem mencionar a influência que este estilo exerceu e exerce na obra de Karsh Kale e do Niyaz, por exemplo.

O qawwali começou a se tornar conhecido no mundo através do canto ancestral e dos instrumentos tradicionais do musicólogo paquistanês Nusrat Fateh Ali Khan, falecido há exatos 10 anos. O cantor, celebrado por figuras como Eddie Vedder, Jeff Buckley e Peter Gabriel, emprestava seus vocais enraizados no sufismo a canções de até 25 minutos que soam como mantras hipnóticos. Hoje é reverenciado no Paquistão como Bob Marley é na Jamaica. Não é uma coincidência.

Apesar de não termos um tradutor de urdu, panjabi ou persa à disposição, sabemos que o ídolo jamaicano e Nusrat tinham a mesma mensagem: os sufis também falam de paz, amor, tolerância, compreensão e espiritualidade, exatamente como o roots reggae. Além disso, a musicalidade daquele que foi incluído na lista "60 Anos de Heróis Asiáticos" pela revista Time, com sua mistura incomparável de espiritualidade poética oriental e temas musicais ocidentais, alcançou tantos corações e almas e cruzou tantas fronteiras culturais e espirituais quanto a de Marley. Nusrat também já foi chamado de Elvis Presley do Oriente, por ter vendido uma quantidade de discos tão grande quanto o Rei. E ainda é o detentor do recorde mundial do Guinness como o artista qawwali com o maior número de discos gravados – 125 no total.

Não é à toa que Nusrat é considerado o mais importante embaixador da música qawwali do Paquistão. E isso não é pouca coisa, se levarmos em conta que as origens da música qawwali remontam a mais de 700 anos, às canções espirituais persas samah e à crença mística do sufismo.

A boa notícia é que quem não pôde curtir a obra do imperador do qawwali no início dos anos 90, tem agora uma nova chance. Gaudi, produtor italiano radicado em Londres, fez a voz de Nusrat Fateh Ali Khan reviver combinando-a com batidas dub jamaicanas e camadas de instrumentos eletrônicos e orgânicos. Quem ouve percebe logo que o resultado tem tudo a ver, até pelo que a gente falou lá em cima. Mas foram necessárias a sensibilidade e a experiência de Gaudi para entender a conexão antes de todo mundo e colocá-la em prática lindamente. O CD se chama Dub Qawwali e vai chegar ao Brasil no próximo mês. Você pode conferir um pouquinho desse coquetel global aqui.

"Toda alma tem o direito de viver e adorar o seu criador. O sufismo é uma mensagem de afeto e tranqüilidade para aproximar pessoas diferentes. Pessoas espiritualizadas entendem essa mensagem. A minha missão é passar essa mensagem para todo o mundo." – Nusrat Fateh Ali Khan

17.8.07

Presidente de Gravadora Norte Americana Six Degrees no Brasil

Presidente de Gravadora Norte Americana Six Degrees no Brasil

Pat Berry, presidente e co-fundador da Six Degrees Records, a gravadora norte americana que derrubou barreiras de mercado e quebrou recordes de vendas com as cantoras brasileiras CéU e Bebel Gilberto, chegou ao Brasil no último dia 11, para participar do “Projeto Comprador”, patrocinado pela Brasil Música & Artes (BM&A), e se reunir com os diretores da Ginga P., seus distribuidores e parceiros no Brasil. Outro objetivo de Pat é conhecer novos talentos e entrar em contato com novos sons e novos trabalhos dos músicos brasileiros.

A viagem ao Brasil é o resultado de duas ações desenvolvidas pela BM&A - Projeto Comprador e Projeto Imagem - que visam gerar negócios para produtos brasileiros, assim como a divulgação da música brasileira independente no exterior.

Pat está entre os 10 empresários, jornalistas e radialistas estrangeiros que participam de seminários e assistem shows de demonstração em quatro cidades de diferentes regiões do Brasil: São Paulo, Goiânia, Fortaleza e Salvador. A visita tem o objetivo de mostrar que o mercado independente conta com artistas de qualidade e profissionais com potencial para atuar no competitivo mercado internacional.

Esta será a terceira visita dos sócios da Six Degrees ao Brasil nos últimos nove meses. A primeira foi a do co-fundador e presidente Bob Duskis, que, em dezembro, participou como jurado na escolha dos artistas que se apresentaria na Feira Música Brasil, em Recife, em fevereiro. Pat e Bob retornaram ao Brasil durante a feira para participar de mesas redondas sobre negócios, patrocinados pelo SEBRAE.

A Six Degrees Records é uma criação de Pat Berry e Bob Duskis, dois profissionais experientes egressos da gravadora Windham Hill, co-responsáveis pela fase mais fascinante desse selo, no início dos anos 90. Foi nessa época que a Windham Hill começou a abandonar a sua linha de música new age acústica para mergulhar na música eletrônica, na world music, na dance music, e na música clássica. Pat Berry e Bob Duskis descobriram que seus anos de parceria tinham criado uma sinergia única entre direção artística e marketing e a decisão de partir para uma empreitada própria que refletisse as suas visões comuns, em 1997, foi uma conseqüência natural.

Ao comemorar 10 anos de atividades, a Six Degrees se estabeleceu como líder entre os selos independentes norte americanos lançando artistas brasileiros. Também alcançou uma posição de liderança no pop global, apresentando músicos inovadores e compilações que combinam world music, antigas tradições musicais, levadas dance modernas e lounge music eletrônica. Bob Duskis afirma que "gostamos de confundir ainda mais o conceito do que é e o que não é 'world music'." A Six Degrees tem um compromisso com a diversidade de estilos musicais produzindo e lançando no mercado CDs que atraem cada vez mais um grande público ávido por novidades.

A conexão Brasil da Six Degrees é marcada pelos seus inovadores e bem sucedidos lançamentos de artistas brasileiros no mercado norte-americano. O CD da cantora paulista CéU já vendeu mais de 100.000 cópias na América do Norte, alcançando o primeiro lugar nas listas dos mais vendidos de world music e de novos artistas (Heatseekers) da Billboard. Na lista das 100 mais (Billboard Hot 100), CéU alcançou a 57ª posição. Ela foi a primeira cantora não americana a ser incluída na série Starbucks Hear Music Debut.

A Six Degrees é a parceira exclusiva da Ziriguiboom/Crammed Disc na América do Norte. Essa parceria já resultou em lançamentos conjuntos de artistas como Bebel Gilberto, cujo CD "Tanto Tempo" ficou 75 semanas consecutivas entre os cinco CDs de world music mais vendidos da revista Billboard (mais de 400 mil cópias vendidas só na América do Norte), Bossacucanova e Zuco 103. Em 2006, a Six Degrees lançou o primeiro disco solo de Lenine na América do Norte, trabalho altamente elogiado pela crítica, e estabeleceu uma parceria com a Ginga P., um selo independente com sede em Salvador, para o lançamento de novos CDs e títulos de catálogo inéditos no Brasil.

A Six Degrees também está na vanguarda da utilização das novas tecnologias digitais que revolucionaram o mercado fonográfico. A gravadora foi o único selo indie incluído no i-Tunes desde o seu lançamento, há alguns anos, e os artistas do seu catálogo freqüentemente atingem as primeiras posições nas listas dos mais vendidos da i-Tunes em termos de world music e música eletrônica. Praticamente todo CD do selo ganha uma série de remixes de DJs e produtores de destaque, que ficam disponíveis somente em formato digital.

Esse ano, inspirado pelas oportunidades criadas pela distribuição digital, surgiu a Six Degrees Emerging Artists, uma nova série de lançamentos exclusivamente digitais dedicada a revelar novos valores. Essa série traz gente de talento, criadores de música inovadora que ultrapassa a barreira dos gêneros, exclusivamente em formato digital. Um dos últimos lançamentos dessa série foi a cantora brasileira Da Cruz, cujo nome completo é Mariana Da Cruz, uma paulista de raízes baianas, atualmente baseada em Lisboa. Da Cruz mistura música brasileira com música latina, música eletrônica, breakbeat e Global Pop.

"Com a nossa chegada aos dez anos como selo independente, reagir às mudanças do mercado se tornou mais importante do que nunca," afirma Bob Duskis. "Ao mesmo tempo que a gente vê a queda do varejo tradicional, estamos tendo um forte crescimento nos nossos negócios digitais. Esse modelo de negócio nos permite ser mais ousados no que se refere ao lançamento da nova música feita por artistas emergentes. Uma enorme quantidade de música inovadora está batendo às nossa portas e esse cenário nos permite pô-la ao alcance do público."

A reputação da Six Degrees é mais que merecida. O respeito da gravadora pelos seus artistas fica evidente em cada etapa do processo. Está nas pequenas coisas, como o cuidado com que é criado e produzido o visual de cada um dos originais digipacks que embalam seus produtos. E também está na sua recusa em aceitar a música pasteurizada, de fácil rotulação. A Six Degrees faz discos porque a própria música exige, e não em função das demandas do mercado. Entre os maiores sucessos da Six Degrees estão a compilação Asian Travels (mais de 60.000 cópias vendidas), a artista Cheb i Sabbah (cujos discos Shri Durga, Krishna Lila e La Kahena venderam mais de 100.000 cópias em todo o mundo), as bandas Euphoria e Niyaz (quase 50.000 cada) e o Stay Human de Michael Franti, que já vendeu quase 100.000 cópias desde o seu lançamento em 2001.

Entre os novos títulos da Six Degrees em 2007 está Backspin, o projeto comemorativo do décimo aniversário do selo. Backspin inclui uma dúzia de artistas do eclético elenco global da Six Degrees, cada um apresentando uma roupagem nova para a sua música favorita. Composições do Led Zeppelin, The Police, The Cure e Pink Floyd, entre outras, são reinventada por artistas do cast da Six Degrees como Karsh Kale, MIDIval PunditZ, Banco de Gaia, Ojos de Brujo e muitos mais. Também esse ano, vieram United We Swing (disponível no Brasil em edição limitada importada) da Spanish Harlem Orchestra, grupo indicado ao Grammy cujo CD está entre os dez mais da parada de salsa da Billboard desde maio; Techari, do grupo Ojos de Brujo, cuja fantástica fusão de flamenco, rumba e hip-hop os fez ser considerados uma das mais instigante novas bandas do mundo; e o mais recente lançamento da Six Degrees, Dub Qawwali do produtor/DJ europeu Gaudi, um fantástico remix dos incomparáveis vocais do falecido vocalista paquistanês Nusrat Fateh Ali Khan e sua instrumentação tradicional com uma vasta variedade de elementos de Reggae e Dub. Esses novos títulos serão lançados no Brasil pela Ginga P. nos próximos três meses.


Brasil Música & Artes – Projeto Comprador/Projeto Imagem

A BM&A (Brasil Música & Artes) é uma organização sem fins lucrativos fundada em julho de 2001 com o objetivo de organizar a divulgação da música brasileira no exterior, trabalhando com artistas, gravadoras, distribuidores, exportadores, sociedades arrecadadoras e entidades culturais. Sua missão é por em prática ações em benefício de todo o setor, incluindo a organização de seminários e workshops, a implementação de estudos do mercado internacional, a organização de feiras de negócios, e a implantação de ações promocionais (mídia, material de divulgação, shows, parcerias com instituições no exterior, etc.).

O Projeto Comprador e Imagem tem o apoio da APEX (a agência brasileira de promoção do comércio e do investimento), do SEBRAE de cada região e do SESC em São Paulo.

Os compradores internacionais com presença confirmada são:
- Pat Berry, da Six Degrees, presidente da gravadora americana que lançou nos Estados Unidos nomes como Bebel Gilberto, Suba e Lenine. No momento trabalha a música da cantora CéU, lançada nos EUA em parceria com a Starbucks.
- Jordy Trachtenberg, do distribuidor/agregador digital The Orchard, pioneiro e maior distribuidor de música digital no mundo. A empresa fornece mais de 10% do conteúdo na loja i-Tunes.
- Beverly Koeckeritz, da Music Licensing, Electronic Arts. É a maior produtora independente de videogames do mundo e faz jogos como o FIFA, NBA, James Bond e Harry Potter. Já lançou vários jogos com trilhas brasileiras de nomes como Marcelo D2 e Fernanda Porto. Estuda a possibilidade de escolher, na Feira da Música, faixas para incluir nos próximos videogames que serão lançados em abril de 2008.
- Tom Windish, da Windish Agency, agência de shows dos Estados Unidos que representa artistas como Cansei de Ser Sexy, Seu Jorge e Os Mutantes.

Entre os profissionais da imprensa confirmados:
- Angelo Romero, da World Music Central, uma central de informações sobre artistas de World Music, com notícias atualizadas, discografias, biografias e links. É atualmente o melhor site nos Estados Unidos sobre world music.
- Andrea Sbaragli, da KIZMAIAZ Publishing & Promotion (Itália).
- Marc Benaïche (França), diretor geral e fundador da Mondomix, primeiro site dedicado a world music, tendo recebido o Unesco Web Award como melhor site internacional de cultura.
- Jody Gillett faz divulgação e promoção na Europa. Trabalha com música há 15 anos, tendo começado em European promotion na gravadora Rykodisc. Depois tornou-se gerente do selo em Hannibal and RykoLatino, mudando para marketing internacional na Palm Pictures. Passou a cuidar do mercado europeu de promoções para a Trama e Ether Music. Já trabalhou com Nação Zumbi, Carlinhos Brown e Tom Zé, entre outros.

21.5.07

Glossário do Banco de Gaia

Glossário do Banco de Gaia


O pseudônimo que o músico britânico Toby Marks adotou, Banco de Gaia, é o título de uma opereta de Puccini sobre um soldado reformado que decidiu estabelecer seu próprio banco. A obra não fez muito sucesso porque as pessoas acharam os longos trechos sobre diferentes tipo de papéis meio chatos. Um fato pouco conhecido é que Puccini realmente queria ser contador e só virou compositor porque não conseguia fazer divisões muito longas.

O título do mais recente CD deste súdito da Rainha Elizabeth II, Farewell Ferengistan, distribuído no Brasil pela Ginga P., também tem uma história pitoresca.

Ferengi é um antigo nome de origem incerta, talvez árabe, para comerciantes europeus ou ocidentais em geral. Ferengistan era o nome usado pelos habitantes de locais remotos da Ásia, incluindo as regiões montanhosas do que hoje é conhecido como Paquistão, Caxemira e Afeganistão para se referir às montanhas das quais as pessoas brancas vinham; mais tarde adquiriu a conotação de ganância, materialismo e indigno de confiança.

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14.5.07

Azam Ali

Azam Ali, artista Six Degrees e vocalista do grupo de música persa eletrônica Niyaz, manteve-se ocupada emprestando seus talentos vocais a dois filmes que deram o que falar nos últimos meses: 300 (Warner Brothers) e A História do Nascimento (The Nativity Story; New Line Cinema). Azam detém um currículo impressionante: ela também canta em trilhas sonoras de filmes como Matrix Revolutions, Madrugada dos Mortos (Dawn of the Dead), Godsend, Paparazzi e Children of Dune. Além disso, sua voz ressoa em séries de TV como Alias, Prison Break e na minisérie The Path to 9/11 do canal americano ABC, cantando em árabe ou urdu.

300, dirigido por Zach Synder (Madrugada dos Mortos) é baseado na graphic novel de Frank Miller (Sin City) que narra a Batalha de Termópilas na qual o Rei Leônidas (Gerald Butler) e 300 espartanos lutaram até a morte contra Xerxes (Rodrigo Santoro) e seu numeroso exército. Ali trabalhou com o compositor Tyler Bates e contribuiu para o filme com solos, vocalizes, e texturas vocais.

A História do Nascimento, dirigida por Catherine Hardwicke (Os Reis de Dogtown, Aos Treze) tem no elenco as indicadas ao Oscar Keisha Castle-Hughes (A Encantadora de Baleias) e Shoreh Aghdashloo (A Casa do Lago). O enredo segue a história da Virgem Maria antes do nascimento de Cristo. O premiado compositor Mychael Danna, que trabalhou com Ali em duas canções e nos vocais, supervisiona a trilha sonora. Danna é reconhecido como um dos pioneiros em combinar sons não-ocidentais com orquestração e minimalismo eletrônico no mundo da música cinematográfica.

"Usar a minha voz para prolongar a emoção em filmes e na TV é uma tarefa natural para mim", diz Azam Ali. "Este meio combina o estímulo visual com a minha voz, ajudando o público a se conectar com o enredo." O trabalho de Azam em filmes se destaca em sua elogiada parceria com o selo Six Degrees. A revista americana Billboard disse que "a voz de Ali, uma das mais instigantes da música moderna, parece emergir do inconsciente coletivo, simultaneamente nova e ancestral". Além do trabalho solo de Azam, ela alcançou grandes alturas como integrante da banda de música persa eletrônica Niyaz, composta também pelo multi-instrumentista Logan Ramin Torkian (Axiom of Choice) e do produtor duas vezes indicado ao Grammy Carmen Rizzo (Seal, Alanis Morisette, Paul Oakenfold). A incansável Azam ainda se apresenta como uma das metades do duo Vas.

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